O banco paraguaio Ueno Bank, envolvido em uma crise financeira que gerou a renúncia do presidente Santiago Peña e a autoridade máxima do Banco Central do país, era responsável por administrar US$ 850 milhões em dinheiro público.
A carteira de clientes era composta por cerca de 3 milhões de usuários, número que corresponde a quase metade da população total do país de 6,5 milhões.
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A crise foi instaurada oficialmente na terça-feira (3), quando o BC paraguaio resolveu intervir na instituição financeira digital, devido a falta de solvência do banco. Após a intervenção, as contas do Ueno foram bloqueadas e os ativos e passivos, congelados.
Dos milhões administrados em dinheiro público, parte faziam parte de fundos previdenciários. A história do banco paraguaio se assemelha com o recente caso do Banco Master aqui no Brasil, liquidado em dezembro do ano passado e que enfrenta desdobramentos até o momento atual.
Posteriormente, Peña solicitou que o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciasse ao cargo. Já nesta quinta-feira (5), foi a vez do chefe de Estado realizar o mesmo procedimento, tendo em vista que Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025.
