A COP31, marcada para Antália, na Turquia, terá um desafio que vai além de anunciar novos compromissos climáticos: avaliar o que avançou na implementação das iniciativas apresentadas durante a conferência de Belém, em 2025. Um ano depois da COP30, mecanismos voltados à conservação de florestas, recuperação de terras agrícolas degradadas e expansão de práticas sustentáveis na agropecuária começam a apresentar resultados de estruturação, mas ainda enfrentam o desafio de transformar articulação institucional em financiamento e ações concretas nos territórios.
Entre os projetos estão o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), as iniciativas RAIZ e TERRA e o Chamado à Ação sobre Gestão Integrada do Fogo. As propostas buscam aproximar a agenda climática da produção agropecuária, mobilizando recursos públicos e privados para ampliar práticas sustentáveis e fortalecer a resiliência dos sistemas produtivos.
O principal avanço financeiro está no TFFF, mecanismo criado para remunerar países que mantêm suas florestas tropicais conservadas. Em outubro de 2026, os compromissos de capital público com o fundo haviam alcançado US$ 7,3 bilhões, acima dos US$ 6,7 bilhões anunciados no lançamento. A meta é chegar a pelo menos US$ 10 bilhões em aportes até o fim deste ano.
Diferentemente de fundos tradicionais baseados principalmente em doações, o TFFF pretende captar recursos públicos, filantrópicos e privados e aplicá-los no mercado financeiro.
