Santiago Peña, economista de direita de 47 anos, renunciou à presidência do Paraguai nesta quinta-feira (5). Peña foi governante mais jovem da era democrática do Paraguai, chegou à presidência sob a forte influência de Cartes, um político veterano que também é um rico empresário do ramo do tabaco e que está incluído em uma lista de sanções pelos Estados Unidos como “significativamente corrupto”.
Peña renunciou após o escândalo envolvendo Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado.
Alto e de porte atlético, este ex-jogador de rúgbi é considerado um tecnocrata com uma brilhante carreira acadêmica, mas com pouca experiência na política.
Peña prometeu trabalhar pela prosperidade de seu país durante sua posse. “O sucesso é fazer todos os paraguaios estarem melhor e que o mundo seja testemunha do ressurgimento de um gigante”, disse.
Hoje, Peña disse que “a história se encarregará de julgar e colocar em sua justa dimensão os acontecimentos que hoje nos cabe viver. Tomei a decisão de apresentar minha renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas”.
Peña estudou Economia na Universidade Católica do Paraguai e fez mestrado na Universidade de Colúmbia (Nova York). Em sua experiência internacional, trabalhou no departamento para a África do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.
