PARAGUAI - A crise financeira provocada pela intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do país, não deve afetar a organização das finais da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana, segundo a Conmebol.
A entidade mantém cerca de US$ 14 milhões, aproximadamente R$ 76 milhões, investidos no banco, que também era patrocinador da Copa Sul-Americana. Apesar do bloqueio das contas de clientes e da crise institucional no país, a confederação afirmou que o valor está aplicado em um investimento de prazo fixo e não interfere no fluxo financeiro da entidade.
Conmebol diz que investimento não afeta fluxo financeiro
De acordo com a Conmebol ao ge, os US$ 14 milhões mantidos no Ueno Bank representam cerca de 2,5% da receita da entidade. A confederação também destacou que o investimento não compromete os recursos destinados à organização das competições e ao pagamento das premiações.
A crise no banco provocou manifestações no Paraguai e levou à renúncia do presidente do Banco Central. Nesta quinta-feira, o presidente paraguaio, Santiago Peña, também renunciou em meio ao escândalo.
Ueno Bank era patrocinador da Sul-Americana
O Ueno Bank também tinha forte presença no futebol paraguaio. A instituição patrocinava Cerro Porteño e Olimpia e dava nome ao estádio Defensores del Chaco, em Assunção.
Desde 2024, o banco era um dos principais patrocinadores da Copa Sul-Americana. O contrato, porém, termina no fim deste ano.
