MUNDO - O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio a uma crise bancária e à abertura de um processo de impeachment no Congresso. A crise começou após o fechamento do banco digital Ueno, que deixou milhões de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
Em um vídeo, Peña pediu desculpas e afirmou que decidiu deixar a Presidência em nome da estabilidade do país. “Hoje, devemos mostrar, mais uma vez, que respeitamos a democracia”, declarou.
A renúncia ocorreu depois que aliados do presidente retiraram o apoio ao governo e passaram a defender sua saída. Mais cedo, a Câmara dos Deputados havia iniciado uma sessão extraordinária para discutir o pedido de impeachment. Todas as bancadas da Casa tinham anunciado apoio à abertura do processo.
Peña, que assumiu o governo em 2023, também enfrentava acusações de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários. A oposição questionava ainda a atuação do Banco Central paraguaio diante das irregularidades envolvendo a instituição financeira.
Crise começou com fechamento do banco Ueno
O banco digital Ueno, pertencente ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), após o Banco Central do Paraguai iniciar o processo de liquidação da instituição. A autoridade monetária identificou insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à própria instituição.
