O governo da China acompanha os desdobramentos da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira, 3.
Apesar da vitória dos democratas, que conquistaram o controle das duas Casas do Congresso norte-americano, Pequim mantém uma postura cautelosa sobre os possíveis efeitos do resultado nas relações com o presidente Donald Trump.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, classificou o pleito como “uma questão interna dos Estados Unidos”. Ela também reafirmou a disposição de Pequim para manter uma relação bilateral estável e construtiva com Washington, conforme o entendimento alcançado entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, durante encontro realizado em maio.
Embora os democratas tenham conquistado a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, o governo chinês considera que Trump ainda dispõe de poderes significativos para conduzir a política externa e comercial norte-americana.
Um dos principais pontos de atenção é a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo, prevista para expirar em janeiro de 2027. Analistas avaliam que a derrota eleitoral pode levar Trump a endurecer sua posição nas próximas negociações com Pequim, uma vez que o presidente não precisará mais considerar os efeitos imediatos de eventuais retaliações chinesas sobre as eleições legislativas.
