Em 1809, o príncipe regente Dom João VI plantou a primeira muda de palmeira-imperial (Roystonea oleracea) no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Conhecida historicamente como Palma Mater, a árvore foi fruto de uma remessa obtida clandestinamente nas Ilhas Maurício e presenteada à monarquia portuguesa pelo oficial da Armada Real Luiz de Abreu Vieira e Silva.
A partir desse único exemplar, a espécie multiplicou-se pelo território nacional, transformando-se em marca arquitetônica e política do Império do Brasil.
A origem nas Ilhas Maurício e a correção do erro histórico
Durante décadas, registros historiográficos atribuíram a origem da semente ao Jardin Gabrielle, na Guiana Francesa, de onde eram trazidas espécies vegetais no período das Guerras Napoleônicas.
Contudo, pesquisas históricas demonstraram que as mudas inaugurais vieram do Jardin La Pamplemousse, localizado nas Ilhas Maurício. O oficial Luiz de Abreu Vieira e Silva obteve os espécimes de forma clandestina e os entregou diretamente à corte.
Após o plantio inaugural em 1809, o exemplar atingiu a maturidade reprodutiva duas décadas depois, florescendo pela primeira vez em 1829. Por dar origem a todas as palmeiras-imperiais existentes hoje no Brasil, o espécime recebeu a denominação de Palma Mater.
Símbolo de classificação social e lealdade à monarquia
A partir de meados do século XIX, durante o Segundo Império, o cultivo da palmeira-imperial difundiu-se como elemento de representação política.
