O adiamento da votação da redução da maioridade penal no Congresso, articulado por governistas com Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), foi visto por bolsonaristas como um “presente” de Natal antecipado.
Antes mesmo de conseguirem se rearticular após o baque da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) nas urnas, lideranças bolsonaristas já começam a investir no discurso de que o petista descumpriu uma “primeira promessa”.
O argumento é de que Lula defendeu, na reta final do segundo turno, a redução da maioridade penal. Para esvaziar o discurso bolsonarista, chegou, inclusive, a articular com Camilo Santana (PT-CE) a apresentação de uma emenda sobre o tema.
Fechadas as urnas, entretanto, a situação mudou. Primeiro, petistas fizeram um acordo com a oposição para votar a redução da maioridade em uma PEC separada no Senado, permitindo a aprovação da PEC da Segurança sem alterações.
