A contração do setor de serviços do Brasil se aprofundou em outubro em meio à queda mais intensa dos novos trabalhos em cinco anos e meio, com a confiança perdendo força e empregos sendo cortados pelo segundo mês seguido, mostrou a pesquisa PMI (ÍndKSKSSKice de Gerentes de Compras) divulgada nesta quinta-feira (5).
Em outubro, o PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu a 44,5, de 49,2 em setembro, no recuo mais forte da produção desde abril de 2021. A marca de 50 separa crescimento de contração.
Com a atividade industrial ainda em retração em outubro, embora em um ritmo mais fraco do que no mês anterior, o PMI Composto do Brasil caiu a 44,4 em outubro, de 47,4 em setembro, marcando a retração mais acentuada em mais de seis anos.
“Os dados até agora apontam para uma contração do PIB no quarto trimestre”, destacou Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence.
O mês de outubro foi marcado por uma queda na entrada de pedidos no setor de serviços pelo segundo mês consecutivo, e as vendas recuaram em um ritmo não observado em mais de cinco anos.
Os prestadores de serviços atribuíram a contração às tendências desfavoráveis da demanda, às pressões inflacionárias, às greves dos Correios, ao cancelamento de projetos e à eleição presidencial.
