O Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros pela primeira vez em mais de três anos nesta quinta-feira (5) e alertou que pelo menos mais um aumento será provável caso o conflito entre Estados Unidos e Irã continue, ao iniciar uma trajetória que seus principais pares já trilharam.
A inflação britânica deve atingir cerca de 5% em meados do próximo ano, informou o Banco da Inglaterra, mais do que o dobro da meta do banco central e um golpe para o novo primeiro-ministro Andy Burnham, que busca aliviar as pressões sobre o custo de vida.
Embora haja poucos indícios até o momento de uma inflação mais acelerada fora dos setores diretamente afetados pelos custos mais altos da energia, o Banco da Inglaterra afirmou que a pressão inflacionária resultante de meses de preços elevados da energia exigiu um aumento dos juros neste momento.
“O aumento de hoje não deve ser visto como o primeiro de uma inevitável e longa sequência de aumentos. Mas, a menos que o conflito no Oriente Médio seja resolvido, também não parece provável que seja o último aumento”, disse o presidente do banco central, Andrew Bailey.
O Comitê de Política Monetária do banco central votou por 8 a 1 a favor do aumento dos juros de 3,75% para 4%, mas, ao contrário do que indicavam as expectativas de uma pesquisa da Reuters, a dissidência não veio de um membro buscando manutenção, mas sim de um que defendia alta ainda maior.
