PINHEIRO - O nascimento da pequena Melina, em Pinheiro, no Maranhão, foi marcado por momentos de tensão, emoção e uma mobilização inesperada da vizinhança. A menina nasceu no dia 5 de outubro, dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estacionada em frente à casa da família, depois que a mãe entrou em trabalho de parto e não conseguiu chegar ao hospital.
A autônoma Leandra Silva Amaral, de 29 anos, estava com 37 semanas e seis dias de gestação quando começou a sentir as primeiras contrações. O que parecia ser o início de um trabalho de parto tranquilo evoluiu rapidamente, surpreendendo a família e mobilizando moradores da rua.
Em entrevista à revista Crescer, Leandra contou que teve uma gestação saudável, sem complicações, e que não imaginava que a filha nasceria em circunstâncias tão inesperadas.
As primeiras contrações começaram por volta das 8h. Inicialmente, eram leves e tinham intervalos maiores, mas a intensidade aumentou ao longo do dia. Ao perceber a saída do tampão mucoso com sangue, a gestante entendeu que o nascimento estava próximo.
A família solicitou um carro por aplicativo para levá-la ao hospital. No entanto, quando Leandra se preparava para entrar no veículo, sentiu uma contração muito forte e sua bolsa rompeu.
"Lembro que dei um grito tão intenso que nem sei de onde tirei tanta força. Foi nesse momento que minha bolsa estourou", relatou.
