Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes
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Parlamentares da oposição do Paraguai apresentaram nesta quarta-feira (4) um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña, a quem responsabilizam pela crise do banco digital Ueno, que deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. A instituição foi liquidada pelo Banco Central na terça-feira, após a identificação de uma insuficiência de recursos para cobrir suas obrigações.
O pedido foi apresentado por 35 deputados, que solicitaram ao presidente da Câmara a convocação de uma sessão extraordinária para esta quinta-feira (5), quando a proposta deve ser discutida. Para que o processo de impeachment seja aberto, é necessário o apoio de dois terços dos deputados. Ainda não está claro se a bancada governista apoiará a iniciativa.
A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outras irregularidades. Os parlamentares também afirmam que o Banco Central teria encoberto problemas envolvendo a instituição financeira.
A ligação do presidente com o banco está no centro das acusações. Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025. Antes de assumir o governo, em 2023, o economista também teve participação no grupo.
Paraguai: oposição tenta abrir processo de impeachment contra Peña após crise bancária
