O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, com restrições, a fusão global entre a norueguesa Subsea7 e a italiana Saipem. Para liberar o negócio, avaliado em US$ 4,6 bilhões, os conselheiros exigiram que a nova empresa venda uma embarcação usada na exploração de petróleo em águas profundas.
A operação criará uma das maiores prestadoras de serviços de infraestrutura submarina do mundo. As duas companhias atuam em engenharia e construção no fundo do mar para a indústria de petróleo e gás natural.
A fusão só poderá ser concluída depois da venda do navio. A área técnica do Cade vai acompanhar as negociações.
O caso envolve o controle de uma frota estratégica para o pré-sal. São embarcações especializadas em instalar dutos rígidos, cabos e outros equipamentos a mais de 2 mil metros de profundidade.
A Petrobras contestou o negócio. Com base em um levantamento próprio, a estatal argumentou que poucas empresas no mundo têm navios capazes de concorrer com Saipem e Subsea7 nesse tipo de serviço.
Segundo a petroleira, a concentração desses ativos poderia reduzir a competição e elevar custos justamente no momento em que os investimentos no pré-sal se expandem. A Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo chegou a pedir a reprovação da fusão. ExxonMobil e TechnipFMC também questionaram a operação.
