A China acompanhou atentamente a derrota sofrida pelo presidente Donald Trump nas Eleições de Meio de Mandato.
Publicamente, Pequim mantém uma postura cautelosa e reservada, considerando que ainda é cedo para tirar qualquer conclusão.
A única manifestação oficial veio da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, que prontamente classificou as Eleições de Meio de Mandato como “uma questão interna dos Estados Unidos”.
Ela reiterou que a China está disposta a trabalhar com os EUA para construir uma relação bilateral construtiva e estável, um consenso alcançado pelo líder chinês Xi Jinping e por Trump durante o encontro que tiveram em maio.
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Pequim entende que, embora os democratas tenham retomado o controle das duas casas do Congresso, Trump, mesmo em fim de mandato, ainda detém poder significativo no que diz respeito ao comércio e à política externa.
Uma frágil trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo expira em janeiro.
Alguns analistas sugerem que, sem a preocupação de que contramedidas chinesas possam afetar resultados eleitorais, a administração Trump pode se tornar mais propensa a adotar uma postura de linha-dura em futuras negociações.
