As “bets do crime” que foram alvo de megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por lavagem de dinheiro recrutavam pessoas em vulnerabilidade social como laranjas pagando o valor de R$ 200.
A investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária, a Economia e as Relações de Consumo (Draco) expôs o contraste entre a simplicidade dos endereços residenciais e o dinheiro em alto volume movimentado pelas empresas fantasmas.
A delegada Ágata Natasha Santos detalhou como pessoas de baixa renda eram aliciadas por valores irrisórios para emprestar seus nomes e documentos à rede criminosa.
“Uma pessoa humilde relatou à equipe que compareceu ao local, que foi recrutada por um indivíduo e que havia feito o pagamento de R$ 200, para que ela fornecesse os dados dela e abrisse a conta bancária e também o CNPJ”, revelou a delegada.
Esse recrutamento de laranjas por R$ 200 ocorria, principalmente, em Sobradinho, onde a maioria das empresas fantasmas estava localizada, e escondia uma movimentação financeira avassaladora.
Em um dos casos emblemáticos revelados pela Draco, uma única empresa fantasma sediada na região operou dezenas de milhões de reais em um intervalo curtíssimo.
“Uma dessas empresas sozinha num período pequeno de uma semana, movimentou nesse período mais de R$ 30 milhões”, detalhou Ágata.
