*Por Fernando Cabral
A inteligência artificial está entrando em uma nova fase. Depois de ganhar espaço como ferramenta para gerar conteúdo, organizar informações e responder perguntas, ela começa a assumir um papel mais ativo nas empresas. Os agentes de IA ampliam essa possibilidade ao executar tarefas e trabalhar de forma contínua em direção a objetivos definidos.
Esse movimento já está acontecendo. Segundo o The State of AI 2026 da McKinsey, entre grandes organizações com receita anual superior a US$ 1 bilhão, 40% dos respondentes afirmam que suas empresas já estão escalando agentes de IA em pelo menos uma função. No ano anterior, esse percentual era de 27%. Tenho notado que setores como bens de consumo e varejo, marketing e vendas estão entre as atividades em que o uso desses agentes já é mais frequente.
A tendência que observo é que esse avanço continuará nos próximos anos, como reforça uma previsão do Gartner. Publicado em 2025, o o 3 Bold and Actionable Predictions for the Future of GenAI aponta que, até 2028, 33% das aplicações de software empresarial devem incorporar recursos de IA agêntica. Em 2024, esse percentual era inferior a 1%. Para o marketing, essa evolução ganha relevância em um cenário no qual a operação se torna cada vez mais complexa.
Hoje, profissionais precisam acompanhar diferentes canais, campanhas, mercados, audiências e criativos ao mesmo tempo. Há sempre uma oportunidade de otimização, um teste a realizar ou um investimento a revisar.
