A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)revelou que as “bets do crime” usavam casas de apostas que possuíam licença estadual para atuar ilegalmente em outros estados. As informações apuradas apuradas durante “Operação Azzardo”, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) nesta quinta-feira (5/11).
De acordo com a delegada da Draco, Ágata Natasha Santos, a apuração esmiuçou diferentes camadas do esquema.
Segundo ela, entre as empresas investigadas, havia desde firmas totalmente inexistentes (sem site ou estrutura de apostas) até plataformas que utilizavam autorizações de governos estaduais de forma irregular para escoar recursos de apostadores de todo o país.A polícia informou que as empresas não terão seus nomes revelados neste primeiro momento.
“Existiam as bets estaduais, sendo duas delas legalizadas pelos governos estaduais, mas que já nessa primeira fase, nós compreendemos que elas descumpriam os requisitos legais para operar. Elas recebiam dinheiro de fora do estado em que elas operavam. Isso é vedado pela lei”, revelou a delegada,
Um único investigado, de Goiás, operava quatro empresas de fora do estado e essas empresas funcionavam sem legalização. Ao todo, 30 empresas atuavam no ramo de apostas. Muitas delas não tinham site, eram apenas fictícias.
