A França enfrenta nesta quinta-feira (5) mais um dia de paralisações e protestos contra o aumento do custo de vida, em meio a uma mobilização que já dura quase dois meses. Convocadas por diferentes sindicatos, as manifestações atingem grandes cidades, como Paris, Lyon e Marselha, e provocam interrupções no funcionamento de escolas e serviços de transporte público. A Torre Eiffel, um dos principais pontos turísticos do país, também foi fechada.
As organizações sindicais anunciaram aproximadamente 260 atos em todo o território francês, com a participação de trabalhadores e estudantes. A mobilização ocorre em um cenário de insatisfação com os preços de produtos essenciais, os salários e a perspectiva de cortes nos gastos públicos. Em comunicado conjunto, os sindicatos alertaram para o risco de recessão e para o aumento dos planos de demissão anunciados por empresas.
“Combustível, alimentos, aluguel, gás, eletricidade… Tudo está subindo, exceto salários e aposentadorias. A raiva é imensa. A situação neste país é frágil. Os desafios sociais e ambientais urgentes devem ser enfrentados sem demora”, afirmaram as entidades.
Confrontos e paralisações
O impacto da greve se estendeu à rede de ensino, com centenas de escolas secundárias fechadas ou impossibilitadas de receber alunos. Parte das interrupções ocorreu devido à adesão dos professores ao movimento, enquanto outras unidades tiveram seus acessos bloqueados por manifestantes.
