O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (5), mas passou a subir no mercado à vista após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre a agenda fiscal. Segundo ele, não há previsão de anúncios de medidas nos próximos dias, embora novas informações possam ser divulgadas após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da viagem à COP. O movimento ocorreu em um ambiente de juros elevados e expectativas de inflação desancoradas.
Há pouco, o dólar à vista avançava 0,18%, cotado a R$ 5,4617. Já o contrato futuro para dezembro subia 0,04%, a R$ 5,4880.
Mais cedo, a moeda americana havia recuado diante do real, acompanhando a fraqueza do dólar no exterior e a reação moderada do mercado à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano na véspera. A decisão veio sem indicação sobre a trajetória futura da política monetária.
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Durigan afirmou que o governo deve criar condições para uma queda estrutural e sustentável dos juros, que classificou como elevados e prejudiciais à economia. Ele também apontou a falta de segurança fiscal como um dos fatores de desancoragem das expectativas de inflação.
Na tentativa de sinalizar compromisso com as contas públicas, Lula fará um pronunciamento à nação no domingo com mensagem de responsabilidade fiscal no quarto mandato.
