No primeiro debate do segundo turno com Flávio Bolsonaro, Lula disse que abriria os seus próprios sigilos, bem como os da sua família, se o seu adversário o fizesse.
Flávio fez que topou o desafio, o teatrinho foi parar na mesa do ministro André Mendonça na forma de um processo sem pé nem cabeça, e tudo ficou por isto mesmo: ninguém abriu sigilo nenhum.
O filho de Jair já importa menos do que uma figurinha da Copa, mas Lula foi reeleito. Os petistas que me perdoem, mas eles deveriam exigir do seu líder que mantivesse o compromisso. Se não tem nada a esconder, por que Lula não abre os sigilos dele e dos seus familiares?
Está certo que abrir os sigilos bancários e fiscal não é garantia de nada, já que ladrões, corruptos e lavadores de dinheiro costumam usar laranjas. Mas esse poderia ser um primeiro passo rumo à transparência total.
Lula, no entanto, não apenas deixou de abrir os próprios sigilos, como uma das suas primeiras providências depois da reeleição foi impor segredo a documentos do pacote de bondades lançado durante a campanha. Aquele de R$ 400 bilhões que o pagador de impostos vai ter de pagar de algum jeito
