A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Azzardo na manhã desta quinta-feira, 5. A ação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração clandestina de apostas de quota fixa. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 3,4 bilhões das bets.
Cerca de 200 policiais cumprem 50 mandados de busca e apreensão. O Distrito Federal concentra 24 ordens. As outras 26 abrangem São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) conduz a operação.
A investigação começou há cinco meses, depois de alertas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Técnicos identificaram plataformas sem autorização federal. Em simulações, constataram que os pagamentos por Pix abasteciam contas de empresas com atividades alheias ao setor de jogos.
Segundo a apuração, a rede usava empresas fictícias para receber e distribuir dinheiro. O grupo também convertia valores em criptoativos para dificultar o rastreamento. Nos endereços cadastrados, policiais encontraram imóveis vazios, placas de aluguel e comércios sem ligação com tecnologia. Em um lote de Ceilândia, dez empresas informavam o mesmo telefone corporativo.
Fintech e empresas de fachada
Entre fevereiro e julho de 2026, os envolvidos abriram dezenas de empresas com capitais sociais idênticos em Sobradinho, Sobradinho II e Ceilândia. Empresas em nome de laranjas e terceiros recebiam as apostas.
