FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, e o banco francês Crédit Mutuel Arkéa foram alvos de ataques hackers em um intervalo de quase uma semana. Os criminosos desviaram bilhões de reais, mas usaram caminhos diferentes para acessar os recursos.
Na Binance, o roubo foi de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, foi o maior roubo de criptomoedas já registrado.
Já o Crédit Mutuel Arkéa informou, na noite desta quarta-feira (4), que sofreu um ataque com desvio estimado em 100 milhões de euros (R$ 615 milhões).
"No caso da Binance, o roubo foi das próprias carteiras de criptomoedas. Já no caso do banco francês, foram roubados recursos financeiros da instituição, que rapidamente foram convertidos em criptomoedas", explica ao g1 Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a conversão para cripto facilita a transferência dos valores entre países.
Os dois casos ainda ocorrem em meio a uma onda de ciberataques que também afeta sistemas de refrigeração de supermercados na Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo.
Como ocorreu o ataque à Binance
Logotipo da Binance.
Dado Ruvic/Reuters
Na Binance, a invasão do notebook de um dos engenheiros pode ter aberto caminho para o roubo.
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