São Paulo - Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa foram presos na manhã desta quinta-feira (5/11), suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de medicamentos oncológicos, usados nos tratamentos de câncer, falsificados. Um paciente do interior de São Paulo chegou a ser tratado com uma unidade de remédio falso.
Os três foram presos durante a segunda fase da Operação Laziosi, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além das prisões, a ação também cumpre 18 mandados de busca e apreensão em Araraquara, Matão, Marília, Mirassol e na cidade de São Paulo.
Nalva é apontada pela promotoria como a dona da NacionalFarma, distribuidora acusada de ser a autora da venda dos medicamentos falsificados. A suspeita tinha acesso integral e exclusivo aos sistemas internos de gestão da empresa. Ela figurava como a responsável legal perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Peter Gabriel atuava como elo da distribuidora com o mercado hospitalar, sendo responsável por negociar cotações com estabelecimentos hospitalares e por providenciar documentação fiscal, afim de justificar a origem ilícita ou fraudulenta de medicamentos falsificados. Além disso, é apontado pela investigação como dono de uma das empresas laranjas usadas no esquema.
Sharlene exercia a função de ligação financeira. Ela é tida como a sucessora de Nalva na gestão de uma das empresas do grupo, detinha o conhecimento financeiro da operação e era responsável por emitir notas fiscais por meio de pessoas jurídicas laranjas, garantindo suporte e fluxo de capitais às demais empresas do grupo.
