Uma organização criminosa investigada por comercializar e lavar dinheiro com medicamentos falsificados para tratamento de câncer é alvo de uma operação, na manhã desta quinta-feira (5), em seis municípios de São Paulo, incluindo a capital.
Agentes do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil cumprem 18 mandados de busca e apreensão e três pessoas já foram presas.
De acordo com as investigações, o grupo atuava como uma distribuidora e vendia a hospitais os medicamentos alterados de um laboratório responsável pelo registro do fármaco. Em 2024, a organização chegou a emitir notas fiscais de saída para pelo menos sete estados que somavam R$ 1,5 milhão de prejuízo aos fabricantes.
Nessa nova fase da Operação Laziosi, coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP e pelo Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) da Polícia Civil, a Justiça também bloqueou R$ 15 milhões em bens e valores relacionados aos alvos e determinou a suspensão das atividades de sete empresas ligadas ao esquema criminoso.
Os municípios onde os mandados estão sendo cumpridos são Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e São Paulo.
O esquema foi descoberto em 2024, após o laboratório fabricante noticiar a venda do medicamento que não possuía o princípio ativo de imunoterapia a um hospital da capital paulista por uma distribuidora de Araquara.
