Com a divulgação do PIB do terceiro trimestre prevista para 2 de dezembro, as projeções apontam para uma perda de fôlego da agropecuária após as surpresas positivas do primeiro semestre. Os riscos climáticos, os juros elevados e a volatilidade cambial também desafiam as perspectivas para 2027, embora G5 Partners e Rabobank tenham avaliações diferentes sobre a intensidade da desaceleração da economia brasileira.
Para Luis Otávio Leal, sócio e economista-chefe da G5 Partners, o desempenho de janeiro a junho deve sustentar uma expansão de aproximadamente 3% do PIB da agropecuária em 2026.
A instituição projeta crescimento entre 1,7% e 1,8% para a economia brasileira, próximo dos 1,8% estimados pelo Rabobank. Na avaliação de Leal, o setor agropecuário deve responder por cerca de um terço desse avanço.
Segundo o economista, a alta de 2,8% da agropecuária no segundo trimestre surpreendeu positivamente.
Os sinais para o terceiro, porém, são menos favoráveis. A leitura dos dados do IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, sugere um resultado próximo da estabilidade ou uma retração do setor no período.
Leal calcula que, mesmo com estabilidade em setembro, o desempenho dos meses anteriores deixaria um efeito estatístico de queda de 1,12% para o trimestre. Ele ressalva, no entanto, que não espera necessariamente um recuo dessa magnitude.
Entre os pontos de atenção, o economista cita o arroz como uma possível contribuição negativa.
