A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou rés empresas do Grupo Fictor, o fundador Rafael Gois e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini em um processo sancionador. O caso apura suspeita de operação fraudulenta.
A autarquia já formulou a acusação e levará o caso a julgamento. O processo envolve a realização de oferta pública de valores mobiliários sem registro na CVM. A Fictor Invest Ltda., a Fictor Holding e os dois acusados receberão a comunicação oficial nos próximos dias.
O Grupo Fictor está em recuperação judicial e declarou dívidas de R$ 4,3 bilhões. Em novembro de 2025, tentou comprar o Banco Master na véspera da liquidação da instituição pelo Banco Central e da primeira prisão de Daniel Vorcaro.
Depois, a Polícia Federal investigou o grupo por suspeita de fraudes bilionárias na Operação Compliance Zero.
Denúncias sobre oferta de investimentos
A CVM recebeu diversas denúncias contra a Fictor Invest depois da divulgação do caso do Banco Master. Os relatos apontavam possíveis irregularidades na oferta de sociedades em conta de participação (SCPs). A empresa usava essa estrutura para captar recursos de investidores.
As SCPs, por si só, não configuram valores mobiliários. Por isso, o modelo não passa pela fiscalização direta da CVM.
Os técnicos da autarquia apuraram se a empresa ofereceu esses produtos ao público como contratos de investimento coletivo (CICs).
