A fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, sediada na Faria Lima, em São Paulo, e empresas do mesmo grupo movimentaram cerca de R$ 1 bilhão em transações financeiras ligadas a um esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro. A instituição foi um dos alvos da “Operação Azzardo”, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira (5/11).
De acordo com a corporação, a empresa era autorizada pelo Banco Central a funcionar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). As investigações mostraram que a fintech funcionava como uma das principais estruturas financeiras utilizadas pelo esquema criminoso.
A A55 ganhou repercussão nacional depois de se envolver em outro episódio relacionados a apostas. A fintech decidiu cancelar, sob a alegação de irregularidades, uma conta utilizada pelo advogado Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio Bolsonaro (PL), para enviar recursos à plataforma de apostas Blaze. A medida foi tomada após a instituição identificar movimentações financeiras atípicas que poderiam indicar lavagem de dinheiro.
O Metrópoles entrou em contato com a fintech, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação da Operação Azzardo, os pagamentos feitos por apostadores, por meio do Pix, eram direcionados a diversas contas mantidas na instituição.
