São Paulo - O advogado e suplente Manoel Del Rio (PT) (foto em destaque) assumiu nessa quarta-feira (4/11) a cadeira do vereador de Senival Moura (PT) na Câmara Municipal de São Paulo, após a prisão preventiva do parlamentar por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em esquema relacionado ao transporte público da capital.
Conforme mostrou a coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, Senival Moura pediu afastamento da para “tratar de assuntos particulares” por 31 dias. Lido na sessão dessa terça-feira (3/11), o pedido vale retroativamente desde 29 de outubro, um dia após a prisão de Moura.
Del Rio era primeiro suplente e viraria vereador em fevereiro do próximo ano, no lugar de Luna Zarattini, que vai assumir mandato na Câmara dos Deputados. O petista chegou a ocupar uma cadeira no Legislativo paulistano como suplente em 2018 por 30 dias e depois retornou para tomar posse em 2023. Nas eleições de 2024, ele ficou como suplente no Partido dos Trabalhadores.
Senival Moura já havia sido preso, em 25 de junho, durante operação conjunta entre o Deic e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em 5 de agosto, porém, o parlamentar foi colocado em liberdade após decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Vara Criminal, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
As investigações identificaram que Senival seria “dono oculto” da Transunião e atuava na lavagem de dinheiro para o PCC.
Relatórios elaborados pelo Deic revelaram núcleo paralelo que tomava decisões relativas à empresa do transporte público da capital paulista para lavar dinheiro para o PCC. Na época, a Justiça decretou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões de contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis, entre eles um sítio de alto padrão no sul de Minas Gerais, e três embarcações.
