Os rios conectam regiões por mais distantes que estejam, aproximam comunidades e movimentam a economia local e nacional. Contudo, no caminho, nem sempre a navegação encontra passagem livre. Quando um comboio de cargas se depara com uma barragem ou com um grande desnível entre dois trechos do rio, a viagem não precisa terminar ali. É nesse cenário que a eclusa desempenha seu papel: uma obra de engenharia que permite às embarcações vencer essa diferença de nível e seguir viagem.
A eclusa é uma câmara delimitada por comportas que se enche e se esvazia para superar o desnível do rio. Assim, após a entrada da embarcação, as comportas são fechadas e o nível da água é elevado ou reduzido até atingir a mesma cota do trecho seguinte. Com os níveis equalizados, a comporta de saída é aberta e a embarcação prossegue. Embora o princípio seja simples, a operação exige integração entre sistemas hidráulicos, mecânicos, elétricos e de controle.
No Brasil, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é responsável por gerenciar oito eclusas fundamentais para a navegação interior. Elas estão distribuídas pelos estados do Pará (Tucuruí), da Bahia (Sobradinho), de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Três Irmãos e Jupiá), além do Rio Grande do Sul (Bom Retiro do Sul, Fandango, Amarópolis e Dom Marco).
