O senador Rogério Marinho (PL-RN) saiu da reunião da bancada do PL nesta quarta-feira (04/10) confirmado como candidato à Presidência do Senado. Ele disse ter mais de 40 votos para derrotar Davi Alcolumbre (União-AP) em fevereiro, mas não informou de onde vêm esses votos nem como chegou ao número.
Dentro do próprio partido, o método incomoda. Integrantes do PL ouvidos em reserva reclamam de autoritarismo e dizem que a candidatura foi decidida sem consulta real à bancada. O desconforto cresceu com um vídeo de Flávio Bolsonaro. Derrotado nas urnas, ele está nos Estados Unidos desde o resultado e, de lá, avisou que vai “cobrar” o voto em Marinho dos senadores que se elegeram com o apoio da família.
Flávio deixa o Senado em fevereiro. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, também perdeu a eleição e não terá mandato na próxima legislatura. Com os dois fora, quem deve conduzir o bolsonarismo no plenário é Carlos Bolsonaro, eleito senador e conhecido pelo estilo de discreto, nos bastidores e que marcou a atuação nas redes na eleição de Jair em2018.
Para chegar aos 40 votos, Marinho precisaria somar ao PL quase toda a bancada do PP e ainda atrair dissidentes do União Brasil e de outros partidos. O PP, porém, caminha em outra direção. No mesmo dia em que o PL lançou a candidatura, o governo avançou numa aliança com o partido para a próxima legislatura. O líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho, é a ponte entre o governo e o partido e deve indicar pelo menos um ministério.
