Lara B Aknin é professora titular de Psicologia Social na Universidade Simon Fraser, no Canadá. O texto a seguir, escrito com Kelsey O’Connor e Säde Stenlund, foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos escritos por pesquisadores. Vale a visita.
No início deste ano, organizamos uma reunião com algumas das figuras mais influentes da pesquisa moderna sobre felicidade para discutir o que elas haviam aprendido ao longo de seus 600 anos combinados de pesquisa e experiência profissional.
O grupo incluía pioneiros como Richard Layard, Sonja Lyubomirsky e Martin Seligman, que transformaram a felicidade em uma ciência séria. Como resultado de seu trabalho, 90% dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) agora medem a satisfação com a vida.
Muitos desses pioneiros permaneceram ativos até os 80 e 90 anos de idade, ainda escrevendo, lecionando e orientando. Se algum grupo poderia identificar os ingredientes de uma vida boa, era esse.
Recentemente, publicamos o resultado dessa discussão no Journal of Happiness Studies. O grupo identificou muitos temas centrais para a felicidade: ter as necessidades básicas de vida atendidas, relacionamentos, trabalho significativo e viver de maneira alinhada com os próprios valores e circunstâncias. Olhando para o futuro, eles se mostraram preocupados com as desigualdades e com o declínio do bem-estar entre os jovens.
