O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sofreu um revés nesta quinta-feira (5) nas negociações para a formação do próximo governo. O partido ultraortodoxo United Torah Judaism (UTJ), tradicional aliado do premiê, decidiu não recomendar seu nome ao presidente Isaac Herzog, responsável por escolher quem receberá a primeira oportunidade de formar uma coalizão parlamentar.
A decisão foi comunicada durante a segunda rodada de consultas presidenciais, realizada em Jerusalém, após as eleições legislativas de 2026. O UTJ conquistou sete cadeiras no Parlamento israelense, mas optou por não apoiar formalmente nenhum dos candidatos ao cargo de primeiro-ministro. Sem esses parlamentares, o bloco de Netanyahu reúne 46 deputados, enquanto a aliança de oposição liderada por Gadi Eisenkot possui 48.
A situação favorece Eisenkot, líder do partido Yashar, que já conta com a recomendação de 56 parlamentares. O número inclui os oito deputados do Ra’am, partido árabe que anunciou apoio à sua indicação. Apesar da vantagem, o resultado das consultas não determina automaticamente quem conseguirá formar o próximo governo.
Exigência sobre alistamento
A posição do UTJ foi definida após orientações de lideranças religiosas às duas correntes que integram a legenda. Tanto o Degel HaTorah, ligado aos judeus ultraortodoxos de tradição lituana, quanto o Agudat Yisrael, representante de comunidades hassídicas, receberam instruções para não recomendar nenhum candidato neste momento.
