Uma campanha global de ataques utilizou sites comprometidos e brechas de segurança já conhecidas em sistemas operacionais para infectar iPhones e celulares Android, com roubo de senhas dados de navegação e, até mesmo, chaves de criptografia. A ação maliciosa combinou táticas de invasão de páginas legítimas com envenenamento de serviços de análise de tráfego na internet.
As descobertas foram detalhadas em relatórios de empresas de cibersegurança, como Sekoia, Report URI, iVerify e Zimperium zLabs. Segundo as investigações, os criminosos exploram vulnerabilidade os conhecidas para as quais já existiam correções disponíveis pelos fabricantes e atingiram principalmente dispositivos com os sistemas desatualizados. A ação maliciosa combinou táticas de invasão de páginas legítimas com envenenamento de serviços de análise de tráfego na internet.
A campanha mapeada pelos especialistas utilizou diferentes frentes de infecção, incluindo a invasão direta de portais de notícia, sites militares, plataformas de e-commerce que utilizavam a plataforma PrestaShop e pacotes de código legítimos distribuídos pelo gerenciador npm. Para os pesquisadores, um vetor de destaque foi o comprometimento temporário de um serviço ucraniano de análise de tráfico de web, o Plerdy SEO Tracker, que fez com que milhares de sites exibissem códigos maliciosos aos visitantes.
