Centenas de milhares de manifestantes planejam levar às ruas novos protestos pelas cidades francesas, enquanto servidores públicos farão greve nesta quinta-feira (5), em um novo teste para o presidente Emmanuel Macron, após semanas de agitação que abalaram seu governo e dominaram a agenda política a cinco meses da eleição presidencial.
A mobilização, convocada por sindicatos, incluindo a CGT, de esquerda, e apoiada por grupos estudantis, ocorre após manifestações contra o custo de vida, os serviços públicos e a educação provocarem a maior onda de distúrbios civis que a França enfrenta em anos.
“Precisamos comparecer em grande número às ruas hoje”, afirmou Sophie Binet, dirigente da CGT, à emissora de televisão LCI.
As autoridades têm buscado reduzir as tensões depois que tumultos e saques em 17 de outubro pegaram as forças de segurança de surpresa, deixando lojas e prédios públicos danificados em todo o país e alimentando críticas à maneira como Macron conduziu a crise.
As autoridades francesas mobilizarão cerca de 70 mil policiais em todo o país. O serviço de inteligência interna espera que entre 500 mil e 700 mil pessoas participem das manifestações fora de Paris.
O Ministério da Educação informou que 17,5% dos professores da rede pública de ensino fundamental devem aderir à greve, enquanto os sindicatos alertaram para possíveis interrupções nos serviços ferroviários e no transporte público.
