A redação é uma das partes mais temidas do Enem e também uma das mais decisivas. Isso porque ela sozinha vale até mil pontos e pode ser o diferencial para o ingresso em uma universidade pública ou para bolsas em faculdades particulares.
O texto é corrigido manualmente por avaliadores treinados, que analisam cinco competências específicas previstas na Cartilha do Participante de 2026. O processo é criterioso e pensado para garantir coerência e igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Cada texto é avaliado de forma independente por dois corretores, que atribuem notas de 0 a 200 em cada competência.
Se as pontuações diferirem mais do que o limite permitido, um terceiro corretor é acionado e, persistindo a divergência, uma banca faz a revisão final e define o resultado. O método busca reduzir interpretações subjetivas e assegurar uma avaliação equilibrada.
Domínio da escrita formal: avalia ortografia, acentuação, concordância e clareza sintática. O corretor observa se o texto respeita as normas da língua portuguesa.
Compreensão do tema e argumentação: mede se o candidato entendeu o problema proposto e apresentou uma tese coerente. Fugas ou abordagens superficiais reduzem a pontuação.
Seleção e organização das ideias: analisa se há planejamento e progressão lógica. O texto precisa sustentar a tese com argumentos bem estruturados.
Coesão e conectividade: examina a fluidez entre os parágrafos e o uso adequado de conectores e pronomes.
