A Marinha do Brasil ampliou sua capacidade de vigilância no Atlântico Sul com a ativação de um centro internacional de informações voltado à identificação de embarcações suspeitas, combate a atividades ilícitas e proteção de recursos naturais. A iniciativa também busca reforçar a segurança de rotas comerciais e instalações estratégicas em uma região que concentra reservas de petróleo, gás e minerais críticos.
Inaugurado na terça-feira (3), no Rio de Janeiro, o Centro Internacional de Fusão de Informações (IFC Atlântico Sul) será responsável por reunir e analisar dados de diferentes instituições brasileiras e estrangeiras para identificar possíveis ameaças às atividades marítimas.
Segundo a Marinha, o novo centro terá como área de interesse aproximadamente 40,3 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico Sul, abrangendo águas internacionais e regiões marítimas de diferentes países. Desse total, cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados correspondem à chamada Amazônia Azul, área marítima de interesse estratégico brasileiro que concentra recursos naturais, rotas comerciais e instalações essenciais à economia nacional.
O centro funcionará nas instalações do Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz) e contará com a colaboração de marinhas estrangeiras, guardas costeiras, órgãos governamentais e empresas.
