O futuro do Partido Republicano nos Estados Unidos está em xeque após as eleições.
Segundo Brian Winter, editor-chefe da Americas Quarterly, ao WW, o grande teste para a legenda será saber se figuras relevantes ainda em atividade passarão a criticar o presidente americano, Donald Trump, abertamente, algo que, até agora, só foi feito por políticos sem perspectiva de futuro eleitoral.
Winter analisou o comportamento histórico do partido e traçou um prognóstico sobre possíveis divisões internas.
“O teste agora é se alguém, em funções atuais, com pelo menos a esperança de um futuro, vai criticar Trump de dentro do partido“, afirmou. Trata-se, segundo ele, de um movimento ainda inédito entre os republicanos que mantêm ambições políticas.
Questionado sobre seu prognóstico, Winter disse acreditar que um racha interno é possível, mas com características distintas do que ocorre no Partido Democrata.
“Eu acho que sim, mas vai ter um racha no partido, talvez mais por trás de portas fechadas”, disse o especialista, sugerindo que eventuais dissidências devem, ao menos inicialmente, permanecer longe dos holofotes públicos.
Críticas que vieram tarde demais
De acordo com Winter, ao longo dos últimos dez anos, período em que Trump se consolidou como figura central do Partido Republicano e da política americana, houve senadores e outras lideranças que se manifestaram contra ele.
