Após o Banco Central puxar o freio na queda de juros, agentes do mercado ouvidos pelo CNN Money já começam a ponderar a possibilidade de a Selic continuar onde está até o final não só deste, mas do próximo ano também.
Na noite de quarta-feira (4), a alta cúpula do BC interrompeu a sequência de cortes da Selic. Após a leitura do comunicado da autarquia, a análise foi de que o movimento refletiu a piora nas perspectivas de inflação desde a reunião anterior, considerando a elevada incerteza global e local, segundo Caio Megale, economista-chefe da XP.
Mas antes mesmo da decisão de quarta, a XP revisou suas expectativas e, num “esquenta” para o Copom (Comitê de Política Monetária), informou que seu cenário-base passou a ser de manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano ao longo de 2027.
“O Comitê alerta que o cenário global ‘tornou-se mais adverso’, devido ao aumento dos preços do petróleo e à política monetária mais restritiva nas economias avançadas”, afirma Megale.
O destaque para o exterior também chamou atenção do Goldman Sachs. Em relatório após a decisão do BC, o banco avalia que a Selic pode seguir em 13,75% além de 2027.
