São Paulo, Investigado por estupro de vulnerável contra a própria sobrinha, à época dos fatos, com dois anos, o pastor Fabio Prado segue sem ser localizado pela Justiça de São Paulo, apesar de ser ativo nas redes sociais, onde prega o evangelho. Em 2026, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) enviou ao Foro Regional de Santo Amaro outro endereço do réu para uma nova tentativa de citação em um caso que teve início 13 anos antes.
Em 2013, a mãe da criança registrou um boletim de ocorrência contra Fabio Prado, alegando que a filha se queixava de dores na região íntima.À época dos fatos, o pastor morava na mesma residência que a sobrinha e os pais dela. A avó da menina, mãe de Fabio, também residia no imóvel.
Um exame pericial realizado naquele mesmo mês não encontrou lesões corporais de interesse médico-legal. “Atos libidinosos diversos da conjunção carnal, se houve, não deixaram vestígios no momento da presente perícia”, diz o documento da perícia. Mais tarde, em juízo, a mãe da criança disse acreditar que a avó deu banho na menina com o objetivo de apagar eventuais vestígios e, assim, proteger o filho.
Já o laudo da psicóloga forense diz ter notado indícios psicológicos de que a menor tenha vivenciado alguma situação traumática relacionada com o âmbito da violência.
Fabio Prado se tornou réu por estupro de vulnerável em 22 de julho de 2019 e indiciado um mês depois. Antes disso, a mãe da vítima já havia conseguido medida protetiva contra o acusado.
