Uma combinação de insatisfação com o governo de Donald Trump, dificuldades econômicas e mudanças no comportamento do eleitorado está por trás da vitória histórica do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as chamadas midterms, realizadas na terça-feira (3/11).
A legenda, de oposição ao presidente republicano, conquistou o controle das duas Casas do Congresso e avançou sobre redutos tradicionalmente republicanos.
O resultado, apelidado de “tsunami democrata”, foi impulsionado por diferentes fatores. Entre eles estão a rejeição às políticas de Trump, o impacto da guerra contra o Irã no custo de vida, a recuperação do apoio entre eleitores latinos e a mobilização de uma nova geração de candidatos do partido.
A dimensão da vitória foi além da disputa pelo Legislativo federal. Até a última atualização dos resultados, os democratas haviam conquistado 28 governos estaduais, incluindo vitórias em territórios historicamente associados aos republicanos, como Texas e Kansas.
Embora seja comum que o partido de oposição ao presidente conquiste espaço nas eleições de meio de mandato, o avanço desta vez chamou a atenção pela quantidade de regiões em que os democratas conseguiram reverter resultados tradicionais.
Para especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a principal explicação está no desgaste da administração Trump, especialmente na área econômica.
