São Paulo, A Operação Frank Mobile foi celebrada em 10 de setembro pelas autoridades como “a maior da história” contra a cadeia de roubo e furto de celular em São Paulo. A força tarefa mobilizou 1.700 agentes públicos e terminou com mais de 60 toneladas de produtos apreendidos, segundo o volume atualizado. Entretanto, no mesmo dia, a capital paulista teve 335 crimes dessa natureza, com 360 aparelhos levados por ladrões, média de um a cada quatro minutos.
A Justiça expediu 84 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos durante a megaoperação, que teve atuação das polícias e do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Outros sete mandados de prisão também foram expedidos. Houve ainda o pedido de sequestro e bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores dos envolvidos.
Nas ruas, porém, a atividade criminal seguiu intensa. Segundo levantamento realizado pelo Metrópoles, foram 127 roubos e 208 furtos no dia 10 de setembro.
Levou-se em consideração que uma única ocorrência pode ter mais de um aparelho como alvo. Foram removidos os registros em duplicidade, por nome de delegacia, ano e número de BO, como sugere a própria Secretaria da Segurança Pública (SSP), e considerados apenas os crimes de furto e roubo.
No dia seguinte à megaoperação, roubos e furtos de celular “aceleraram” ainda mais. Foram 527 registros, com 571 aparelhos levados pelos ladrões, média de um a cada dois minutos e meio.
