São Paulo, As escolas do estado de São Paulo registraram uma média de 25,4 agressões por dia letivo no período entre setembro de 2025 até agosto de 2026.
Segundo um levantamento feito pelo portal Crime Brasil, feito com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), de setembro de 2025 a agosto de 2026, foram registrados 5.183 boletins de lesão corporal em escolas e creches. Em 97,5% deles, a polícia classificou o caso como lesão dolosa, ou seja, com intenção de ferir. Contando só os dias úteis de aula, a média é de 25,4 casos por dia.
Fazendo um recorte de 2026, de janeiro a agosto deste ano foram registrados 3.555 boletins de ocorrências de casos de lesão corporal em escolas de ensino fundamental, de ensino médio e de creches no estado de São Paulo.
Durante o mesmo período (janeiro a agosto) em 2023 foram registrados 2.388 casos. Ou seja, em 2026 houve uma alta de 49%.
O número de violência dentro da escola cresce mais rápido do que nos demais lugares do estado. Somando todos os outros casos de lesões corporais fora do contexto escolar, os números subiram 24% no mesmo intervalo, de 95,5 mil para 118,7 mil. Dentro da escola, o ritmo do aumento é quase o dobro.
Março de 2026 foi o mês em que teve o maior numero de casos de violência corporal em escolas já registrado, somando 740 casos em 31 dias. Agosto, que marca a volta às aulas do segundo semestre, vem logo na sequência, com 690 casos. Em 2023 foram 498 ocorrências do tipo, em 2024 foram 474 e em 2025, 632.
Calendário escolar prova que a violência é lá dentro
Os dados levantados seguem o calendário letivo praticamente à risca. Em janeiro de 2026, com as escolas fechadas, a polícia registrou apenas 21 lesões corporais nesses locais em todo o estado. Já em março, com as aulas em curso, foram 740 casos.
O padrão de queda das ocorrências se repete em todo mês de julho e de dezembro, meses em que as escolas estão sem aulas. De setembro de 2025 até agosto de 2026, 94% das agressões aconteceram em dias úteis de período letivo.
Com isso, os números apontam que as ocorrências não se tratam de brigas na calçada nem de crimes cometidos na rua que entrou no muro. São casos que acontecem com a escola funcionando, entre alunos, professores, funcionários e familiares.
