Criado por lei em 2018 para integrar a atuação dos órgãos federais, estaduais e municipais no combate ao crime organizado, o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) passará a fazer parte da Constituição.
O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a chamada PEC da Segurança. Para entrar em vigor, o texto ainda terá de ser promulgado pelo Congresso Nacional.
🔎O sistema será a espinha dorsal da nova política de segurança pública, que dará à União mais poder para coordenar as ações e estabelecer diretrizes nacionais de combate ao crime organizado.
O g1 ouviu especialistas sobre o avanço do crime nesses oito anos desde a criação do SUS da Segurança Pública e sobre os desafios para combatê-lo.
Em vitória do governo, Senado aprova PEC da Segurança Pública
Conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador da Universidade de Coimbra, Roberto Uchôa vê na PEC uma mudança estrutural que a mera criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), em 2018, não conseguiu representar.
"O Susp foi criado por uma lei ordinária que se tornou praticamente um projeto de intenções, não foi colocado em prática, não se tornou uma política de Estado. Criou-se o Susp mas não se deu, por exemplo, à Polícia Federal a prerrogativa de investigar as organizações criminosas de forma independente, não residual, como agora está sendo feito na PEC. São mudanças estruturais que permitirão que o Susp passe a funcionar", diz Uchôa.
Oito anos após criação do 'SUS da Segurança', crime organizado avançou; entenda os desafios da nova política para o setor
