O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida alcançou uma das maiores dimensões dos últimos 48 anos. Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) e pela NASA mostram que o fenômeno teve a sétima maior extensão média desde o início do monitoramento, em 1979.
O crescimento foi impulsionado principalmente por condições meteorológicas atípicas e por um vórtice polar especialmente intenso. Durante o período de maior destruição do ozônio, entre 7 de setembro e 13 de outubro, a área média do buraco chegou a aproximadamente 25 milhões de quilômetros quadrados, mais de duas vezes o território dos Estados Unidos.
Apesar do tamanho expressivo, os cientistas ressaltam que a camada de ozônio continua no caminho da recuperação. A redução de substâncias químicas que destroem esse gás, resultado de acordos internacionais, impediu que o buraco atingisse dimensões ainda maiores.
Buraco atingiu tamanho máximo em setembro
O maior tamanho registrado em 2026 ocorreu em 18 de setembro, quando o buraco chegou a aproximadamente 27,1 milhões de quilômetros quadrados. A dimensão corresponde a cerca de 90% do maior buraco já observado, registrado em 9 de setembro de 2000.
