Um ataque cibernético atingiu a empresa Coolworld, fornecedora de sistemas de refrigeração do Etablissement Français du Sang (EFS), o serviço de sangue da França. Na virada deste domingo (1°) para segunda-feira (2), cibercriminosos invadiram o software monitoramento remoto e alteraram a temperatura de câmeras frias usadas para armazenar amostras e plasma na região de Bourgogne-Franche-Comté. Os equipamentos costumam operar a 30° negativos e, na ocasião, registrou marcas de até 110°.
A falha gerou alerta imediata após um técnico de plantão notar a alteração anormal nos termômetros durante a madrugada. A atuação rápida evitou danos operacionais e garantiu a transferência segura dos insumos para outras unidades. O semanário francês Le Canard Enchaîné revelou o caso no dia seguinte ao incidente.
O Ministério da Saúde da França informou que o incidente não causou consequências práticas e destacou que a situação foi controlada há tempo:
O presidente do EFS, Frédéric Pacoud, explicou à imprensa local que a reação rápida da equipe impediu prejuízos: “Nós poderíamos ter perdido amostras ou bolsas de plasma destinadas ao tratamento de pacientes, mas a resposta evitou qualquer compromisso com a segurança dos produtos sanguíneos”.
A instituição declarou já ter acionado a Agência Nacional de Segurança de Sistemas de informação da França para investigar a invasão.
