O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), questionou nesta 4ª feira (4.nov.2026) a coerência dos congressistas que contestam a urna eletrônica somente depois do 2º turno das eleições. O discurso foi feito em plenário e veio na sequência de críticas do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), à condução da Casa.
A reação de Alcolumbre veio no mesmo dia em que o PL formalizou a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, cargo que será disputado em 2027. O momento é de tensão entre a oposição e a base governista em razão das emendas da redução da maioridade penal.
Para Alcolumbre, a urna que foi comemorada pelo grupo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 1º turno das eleições não pode ser considerada fraudada no 2º turno, do qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu reeleito.
“No 1º turno a urna eletrônica prestou. Serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores. E quando abriu no 2º turno não prestou mais a urna? Eu queria encontrar 1 para dizer que deu errado desde o 1º turno”, afirmou.
O discurso foi uma resposta às críticas que Alcolumbre recebeu durante a campanha eleitoral. Segundo ele, senadores que se elegeram pelo campo oposicionista concentraram críticas à sua gestão à frente do Senado para prejudicar sua imagem, sem apresentar propostas concretas aos eleitores.
