O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta 4ª feira (4.nov.2026) a criação de mecanismos de cooperação internacional para combater a interferência estrangeira na circulação de informações e proteger processos democráticos. O tema foi incluído na pauta do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) a pedido do Brasil.
A secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, afirmou que os países das Américas precisam atuar de forma coordenada para identificar operações de manipulação informacional, preservando a liberdade de expressão e os direitos fundamentais. O pronunciamento foi transmitido em vídeo durante reunião do Conselho.
“A OEA precisa enfrentar esse fenômeno, as Américas precisam construir respostas coordenadas e integradas à interferência informacional estrangeira”, declarou.
A chamada interferência ou manipulação estrangeira de informação envolve ações coordenadas de agentes externos para influenciar o debate público e processos políticos. As práticas podem incluir perfis falsos, clonagem de sites jornalísticos, manipulação de algoritmos e uso de inteligência artificial para ampliar a circulação de conteúdos.
ELEIÇÕES DE 2026
Maria Rosa citou a determinação do Supremo Tribunal Federal, em 27 de outubro, para investigar possíveis interferências estrangeiras nas eleições brasileiras de 2026, depois de denúncias de manipulação algorítmica para favorecer ou prejudicar candidaturas.
