A cantora Alcione, 78, falou sobre como se identifica com o enredo “Oyá Por Nós”, que a Estação Primeira de Mangueira levará para a Sapucaí em 2027. A maranhense é filha da entidade com Xangô no candomblé.
Em vídeo publicado no Instagram da Verde e Rosa, a voz de “Não Deixe o Samba Morrer” apontou traços de personalidade caractísticos de quem é filho de Oyá, também conhecida como Iansã, e comparou a força da orixá à das mulheres da Mangueira.
“Sou essa mulher guerreira. Sou essa mulher até meio bocuda. Às vezes falo coisa que eu não tenho que falar, mas a pessoa me provoca para isso. Então, eu sou naturalmente uma mulher de Oyá”, explicou Alcione. “Sou mulher de Mangueira. Mulheres de Mangueira são mulheres fortes, bravas, valentes, que são lobas, como eu canto”, disse, fazendo referência à música “A Loba”, um de seus maiores sucessos.
“Nós somos lobas, gostamos que respeitem nossa família, respeitem nossos amigos, nosso espaço, nossa casa, nosso lugar. Assim são as mulheres de mangueira, as mulheres de Oyá.”
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Alcione e Mangueira
Alcione se apaixonou pela Mangueira ainda na infância, quando via fotos das baianas da agremiação vestidas de verde e rosa. Logo após chegar ao Rio, ela se aproximou da escola e segue por lá até hoje. Foi a maranhense que ajudou a fundar, por exemplo, a Mangueira do Amanhã, escola de samba mirim que funciona como projeto social na comunidade e revela inúmeros talentos para a escola.
