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Seu novo filme, “Paradise Lost”, um suspense de baixo orçamento, é seu passo mais recente nessa direção. A produção estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro, e tem lançamento previsto nos cinemas da América do Norte nesta sexta-feira (6).
O suspense psicológico acompanha Ryu So-young, uma mãe que perdeu o filho em um episódio horrível. Ela fica confusa quando uma versão virtual do filho, recriada por inteligência artificial, aparece ao lado de seu filho verdadeiro, que retorna já adulto e como um estranho.
A ideia original do filme surgiu de uma história de três páginas escrita pela mãe de Yeon. No texto, uma mulher de uma aldeia, incapaz de controlar o comportamento cada vez mais delinquente do filho, planeja acabar com a vida dos dois.
Yeon disse que sua mãe era, como muitas mães sul-coreanas, extremamente protetora e tinha sua identidade fortemente ligada ao papel materno. No entanto, a história revelou um lado mais sombrio e complexo dessa imagem do que ele havia imaginado.
“Percebi que minha própria ideia de ‘maternidade’ talvez fosse muito mais um produto da minha imaginação e que poderia haver camadas muito mais complexas por trás dela. Acho que foi isso que me levou a começar este projeto, na tentativa de compreendê-la”, afirmou.
