O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou suas estimativas de inflação para todo o horizonte observado pelo colegiado.
Para 2026, a expectativa de inflação do BC foi elevada de 5,2% para 5,6%. E
m 2027, espera-se preços ainda mais pressionados, com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,7% (de 3,9% anterioramente).
No horizonte relevante da polítca monetária - prazo futuro que o Copom considera para tomar suas decisões de política monetária -, hoje observado no segundo trimestre de 2028, a expectativa é por inflação de 3,5%.
Antes, esperava-se 3,2% nos primeiros três meses daquele ano.
Considerando os preços administrados - que englobam energia, transporte e saneamento -, a perspectiva do BC é ainda pior.
O Copom optou por manter a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4), em meio a um cenário de deterioração das expectativas do mercado.
O pessimismo dos investidores foi um dos pontos de atenção observado pelo colegiado, que destacou o “aumento significativo das incertezas em torno do cenário base” em seu comunicado.
Somadas a taxas já contracionistas e uma desaceleração da atividade econômica mais rápida que o esperado, as expectativas de inflação deterioradas representam “um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, segundo o texto.
